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BUDISMO

 


Budismo > Budismo Tibetano



Ritos

Meditação – Ritual usado para disciplinar a mente e tornar a iluminação mais próxima: fechar os olhos, sentar-se no chão com as pernas cruzadas e se concentrar. Costuma-se entoar três vezes um cântico. Um cântico popular é:
“ Namo tassa bhagavato, arahato, sammaa-samuddhassa” que significa “Honra ao Senhor, o Abençoado, o Perfeito, o Supremo Iluminado!”, seguido por cânticos como Três Jóias e Cinco Preceitos.

Orações – Rezar sempre em casa ou no templo, em frente a um relicário ou altar com a imagem do Buda ou de um bodhisattva cercado de velas, incenso e flores. Um relicário é um altar que guarda as relíquias – cinzas ou posses de pessoas santas. Costumam freqüentar o templo em dias de festas e na lua cheia. Para rezar deve-se juntar as mãos, ajoelhar-se e curvar-se três vezes diante da imagem do Buda ou bodhisattva. Em seguida são feitas as oferendas: flores, velas e alimentos, simbolizando respectivamente, o ciclo da vida, a luz dos ensinamentos e a gratidão aos monges. No Tibete, devido a escassez de flores são oferecidas as khatas (echarpes brancas), amarradas na estátua do Buda ou bodhisattva, como sinal de respeito aos monges e lamas. No templo há leituras de textos sagrados e cânticos.

Casamento – Em muitos países são combinados entre famílias. A cerimônia é conduzida por um tio ou primo. O casal em pé numa plataforma especial, purowa, se comprometem e trocam anéis, tendo as mãos ligadas por uma echarpe simbolizando a união.

Funeral – São conduzidos por monges. São feitas boas ações em nome do falecido. A morte é vista como uma mudança que pode levar mais próximo ao nirvana.


Ritual de iniciação - Quando uma pessoa torna-se Budista, normalmente passa por uma cerimônia onde recebe um novo nome – o "nome no Dharma". Diz-se que "tomou refúgio" nas Três Jóias, ou que recebeu preceitos do sacerdote:

· O Buddha: o Buda interior;

·O Dharma: a doutrina, também traduzida como "A Lei", é o conjunto de ensinamentos do Buda;

·A Sangha: a comunidade de praticantes. A tomada de refúgio é recitada em muitas ocasiões:
Buddham saranam gacchami
Dharmam saranam gacchami
Sangham saranam gacchami

Em português:

Tomo refúgio no Buda
Tomo refúgio no Dharma
Tomo refúgio na Sangha

Lugares Sagrados

Faz parte do ritual budista andar em locais sagrados somente no sentido horário, movendo-se ao redor do Buda como os planetas ao redor do sol.

Os lugares sagrados são aqueles que se relacionam com a vida do Buda:

Nepal – Lumbini, onde Buda nasceu.

Índia – BodhGaya, onde alcançou a iluminação; Sarnath, onde fez seu primeiro sermão; Kushinagara, onde morreu.

Tibete – Próximos à cidade de Lhasa. São, entre eles, os templos, mosteiros e palácios do Dalai Lama. O Templo Jokhang é um dos locais mais sagrados para os tibetanos.

Principais Templos, Estupas e Pagodes Budistas

Estupas são estruturas sagradas contendo relíquias ou textos e que podem sinalizar um local importante para a história budista. Seu formato simboliza os cinco elementos: terra, água, fogo, vento e espaço. Pagodes são os tipos de estupa que se encontram na China ou no Japão:

Jokhang – Localizado em Lhasa, no Tibete, é o mais importante templo do budismo tibetano. Considera-se que foi construído onde havia um lago mágico subterrâneo que mostrava o futuro das pessoas, no ano 650 da era comum.

Mahabodhi – Famoso templo localizado na cidade de BodhGaya, onde Buda alcançou a iluminação.

Estupa do Bodhnath – Localizada em Katmandu, Nepal, esta estupa possui 13 degraus que simbolizam os 13 estágios para se alcançar o nirvana. Sua estrutura quadrangular apresenta nos quatro lados da parte superior a imagem de dois olhos pintados, simbolizando os olhos de Buda, mantendo sua atenção ativa sobre os acontecimentos do mundo. Acredita-se que a estupa guarda sob suas estruturas um dos ossos do Buda.

Shwedagon – Pagode localizado em Mianmá. Um dos lugares mais sagrados para os budistas, onde acredita-se conter oito fios de cabelo do Buda. Apresenta em seu topo rubis e diamantes, alçado por uma enorme esmeralda, cujas torres são cobertas de ouro.

Estupa Dhamekh – Localizada em Sarnath, na Índia, local do primeiro sermão de Buda.

Objetos budistas

As rodas da prece – cilindros com um rolo de papel dentro, onde estão escritas milhares de preces. Os budistas giram essas rodas enquanto rodeiam o templo acreditando que girando as rodas as preces são soltas pelo mundo. Existe também um tipo de roda da prece de mão, para que o budista gire enquanto anda.

Sino – Tocado em cerimônias religiosas e representa sabedoria.

Vajra – Simboliza o poder e a verdade do Buda.

Mala – Espécie de rosário com 108 contas – um número sagrado – usado na meditação.

Mandalas - Diagrama circular. Apresenta ao centro uma figura ou forma que simboliza uma qualidade. Em algum dos casos, essa figura é um bodhisattva. Ao seu redor se encontram quatro aberturas representando as portas de acesso para a qualidade simbolizada ao centro. Cada cor se refere a uma qualidade: vermelho _ calor e compaixão do Buda; azul _ os ensinamentos e a verdade do Buda; branco _ a pureza do Buda.

Bandeiras da prece – Colocadas no templo com preces escritas. Acreditam que o vento leva as preces pelo mundo.

Símbolos budistas:

O Budismo tem como símbolo um leme. Há oito "pontas" de madeira no leme, simbolizando o Caminho Óctuplo. O uso do leme como símbolo reflete também o fato de o Caminho Óctuplo ser um veículo para a libertação.

Flores de lótus - Simbolizam bondade e pureza. Planta aquática cujas raízes permanecem no solo, as flores se elevam e se abrem acima da superfície da água, como as pessoas, que podem se erguer perante as provações até alcançar a iluminação.

Roda da vida - Apresenta no lado de fora da roda os estágios da vida, dentro estão as esferas do renascimento e ao centro encontram-se três animais representando o ódio, a ambição e a confusão, que atrapalham o caminho para a iluminação.

Roda do dharma – Para representar o Caminho do Meio.

A arte budista

No início eram gravuras e pinturas da vida do Buda. A imagem de Buda surgiu no século II. e.c.

As estátuas e símbolos expressam sentimentos e crenças, dificilmente explicados em palavras. As estátuas de Buda buscam mostrá-lo como uma pessoa fantástica.

Apresentam grandes lóbulos (família nobre), cabelos presos (pessoa importante) e mudras.

Mudras – Gestos das posições da mão e dedos do Buda e Bodhisattva. Cada gesto tem um significado.

Pegadas do Buda – Mostra a presença de Buda nos trabalhos artísticos.

Thangka – Sagrada pintura desenhada sobre pedra ou algodão com leis antigas definindo quais cores devem ser usadas pelo artista. Algumas apresentam Bodhisattvas, parte da história do Buda ou símbolos budistas.

Um episódio

Um aluno de um mestre iogue encontrou o Buda na beira de um rio; o Buda estava se preparando para pagar a travessia de barco, quando o rapaz disse, num tom arrogante:

"Meu Mestre, depois de muitos anos de prática, consegue andar sobre as águas. Ele atravessaria este rio a pé. Você também é capaz disso?"

O Buda sorriu, e mostrando o dinheiro que usaria para pagar a travessia, disse:
"Mas por que motivo alguém dedicaria tantos anos da própria vida para conseguir fazer algo que poderia comprar por um preço tão pequeno?"



 
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